GEREMIAS NASCIMENTO


O Grande Teatro da Realidade

 

Foi muito complicado montar um Sistema que atendesse os anseios dos artistas, ou atores, ou ociosos, preguiçosos, vadios. Esta gente sempre existiu, mesmo quando não havia ainda um Sistema organizado e que o homem só trabalhava para comer, ou seja, passava horas e horas, (ou melhor, giros e mais giros do planeta terra, já que as horas não haviam sido inventadas por eles mesmos, que só procuravam o que comer, pois dormir, só em cavernas ou em árvores bem altas, sempre fora do alcance dos predadores), zanzando de um lugar para outro, mas sempre e somente a procura de comida, repito, o preguiçoso já existia. Não sabia falar, mesmo porque, a boca não foi feita para isto e sim para comer. Puro interesse da natureza. Não havia outro motivo da existência deste animal denominado ser humano. E os preguiçosos que ainda não eram os atores como conhecemos, seriam aqueles que procuravam sempre se aproveitar dos mais dispostos e de alguma forma iludí-los para o trabalho, com desculpas mentirosas, mais ou menos como hoje e o pior de tudo isto é que na hora de montar um Sistema para a humanidade, se desprender da vida selvagem, para viver em confraternidade, estes atores, porém preguiçosos, que eram também desonestos, desviaram o curso das boas idéias e fizeram isto que aí está, um Sistema, onde quem trabalha tem menos valor do que os ociosos, porém bons atores, que hoje, além de ser mais espertos, são também maioria, afinal de contas quem é que gosta de trabalhar. Nesta ocasião, os espertos inventaram uma tal monarquia, onde um espertalhão denominado rei, muito preguiçoso e muito inteligente, fazia sozinho a mesma coisa que se faz hoje, ou seja escravizava o povo com o uso da força e com a ajuda do próprio povo, sem o que, não seria possível. Como a monarquia só dava mordomia a uma família, resolveram criar a democracia, para atender muitas famílias. Daí para persuadir a massa trabalhadora de que o Sistema era bom, haveria necessidade de uma justificativa bastante convincente. Criaram então três grandes teatros e cada um montou seus espetáculos com atores de todas as qualidades, muitos com habilidades tão incríveis que parecem acreditar no que pregam. Tem até escolas para ensinar os filhos dos atores a serem atores também, iniciam aos três anos de idade e vão até as chamadas universidades. Saindo dali, já é um grande ator. São eles; o circo da religião, o circo da política e o circo da justiça. Estes três parecem não ter nenhuma relação, mas estão intimamente ligados na manutenção ou conservação do Sistema, cada um pregando sua filosofia sem acreditar nela, mas fazendo ser acreditada. A propósito, a mídia poderia ser aqui o quarto segmento, porém não é, e sim apenas um instrumento dos outros três que lhe paga, para propagar as mentiras necessárias para as encenações teatrais. Com isto então, ao deparar com um país democrático, vamos perceber que todos os municípios são iguais. Todos têm uma igreja, uma câmara municipal de vereadores com um prefeito e um fórum. Se observarmos bem, vamos notar que os três tem a característica de um belo teatro, não só pela sua edificação imponente, como também pela sua funcionalidade, todos com muita formalidade, tanto na organização, como nas interpretações dos seus atores, sempre bem preparados, bem treinados, escalonados, ou seja, uns mais graduados que outros e com verdadeiras bíblias a serem seguidas e respeitadas. Quem as fez? Eles mesmos. Na igreja, uma bíblia, literalmente. Muito bem. Aqui faço um registro muito especial. A Igreja teria que existir e congregar a humanidade. Seria uma forma de não ficarmos desprotegidos aqui neste Universo, já que não sabemos nada sobre ele e ter um Deus que nos olhasse e nos protegesse seria uma  forma de unir a humanidade, porém sem teatro e com limites e mais, sem exploração comercial. Enquanto isto, esta grande massa trabalhadora, não sabe da existência deste grande teatro e imagina estar vivendo num mundo muito bem dirigido e até acreditando que ele, o mundo, foi sempre assim e não tem como mudar e nem pensa em seguir um maluco que queira fazer isto. Primeiro, porque acredita piamente na sua religião, seja ela qual for. Segundo, porque tem esperança de ser premiado a qualquer momento com uma graça qualquer e se tornar mais um ator de primeira grandeza e por último, nunca teve coragem de desafiar a justiça, com exceções de alguns descaminhados. O mais interessante de tudo isto, é que não existem barreiras para estes trabalhadores, tanto é que de vez em quando, um deles sai desta vida difícil de suor e lágrima e entra num destes teatros, seja por inteligência nos estudos, esperteza não menos vulgar, ou por algum dom que o difere de outras pessoas, mas a maioria se aproveita das oportunidades, pois afinal de contas, é um mundo de glamour, muito consumo, patrões, senhores donos de invejáveis patrimônios, posições de destaque na sociedade, cargos de chefias, viagens de aviões, turismo para todos os lugares do planeta, refeições em hotéis luxuosos, altas rodas de convivências com celebridades, muito dinheiro, carros elegantes, mulheres fascinantes, diversões, festas, orgias e por aí afora, tudo que se puder imaginar de conforto e luxo, muito luxo. Não esquecendo que os pobres estão ali pertinho, porém somente servindo esta gente. Dos três circos só resta dizer o seguinte; a igreja perdeu seu principal objetivo e ao invés de falar de Deus preferiu falar de dinheiro, a política parece que é quem mais organiza o Sistema para ser assim, desigual e desumano e a justiça trabalha as avessas punindo os que trabalham de verdade e valoriza os preguiçosos ou vadios. Para finalizar, um aprendizado todo meu, todos os fatos de adversidades, ou desentendimentos, ocorridos entre estes três segmentos e que chegam ao conhecimento de todos, pela mídia, são apenas factóides, para ficar a impressão para todos nós, que há um desentendimento entre eles, o que nunca aconteceu, já que ninguém deixa de desfrutar das boas coisas que o Sistema oferece e quem quiser mudar tudo isto desaparece de repente, as vezes com uma boa justificativa, outras, não.



Escrito por gerê às 10h41
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




UM MUNDO DE MENTIRA

O que temos que entender é que hoje vivemos em dois mundos paralelos que se confundem entre si, mas que andam juntinhos, um precisando do outro, como se fossem os dois, um mundo só. Que dois mundos são estes? Um é o mundo do bem, onde todos nós acreditamos estar nele. E o outro é o mundo do mal, onde ninguém se acha inserido nele. O mundo do bem é este que todos nós somos conduzidos a ingressar e obedecer todas as suas regras, doutrinas e leis e até a sua cultura. O mundo do mal é onde esta obediência é quebrada, seja enfrentando as regras do mundo do bem ou mesmo assumindo responsabilidades perante a sociedade julgadora e suas punições nada acalentadoras. Entretanto, dentro do mundo do bem ocorre um fenômeno inusitado. Muitas pessoas vivem nele gozando de todas as suas benesses, porém infiltradas sorrateiramente no mundo do mal, já que ali existe um manancial inesgotável de riqueza, desprovida, talvez propositadamente, da vigilância do poder governante, que no mundo do bem controla tudo o que se ganha e retira sua parte, como sempre, maior. Quais são as riquezas no mundo do mal? Uma delas, as drogas. Outra, os furtos de veículos. Outra, as vendas de armas. Outra, o contrabando. E vai por aí afora. Falo riqueza porque é muito dinheiro neste mundo que sustenta milhões de seres humanos que comem, bebem, vestem, moram e sobrevivem enfim, dessa riqueza que chega a sustentar também, uma grande parte de pessoas que praticam o bem, dizendo curar o mal. Esta proximidade do mundo do mal com o mundo do bem é tão acentuada que chega até a confundir, a ponto de determinadas pessoas inocentes entrarem no mundo do mal, naturalmente, como se estivessem no mundo do bem. Outros, menos inocentes, deliberadamente. Resta saber se determinado comportamento de uma pessoa tem os resquícios do mal. Uma coisa é certa, toda riqueza é duvidosa, já que a primeira suspeita é de que não há nela um sinal de trabalho, que é o símbolo da honestidade. E porque existe esta dúvida na distinção entre o mundo do bem e o mundo do mal. Esta distinção só existe porque no Sistema que vivemos, totalmente capitalista, a definição de trabalho deixou de ter a sua verdadeira origem e qualquer atividade prazerosa é considerada trabalho, quando na realidade não é, já que trabalho é uma palavra que vem do latim e que significa tripaliari, o mesmo que torturare. Portanto, só existe trabalho quando o corpo está sendo, de alguma forma, torturado. Para esconder esta deficiência com dois mundos paralelos, os manipuladores, que são os criadores e administradores das regras do Sistema, passam o tempo todo criando estruturas de todas as espécies, invenções das mais diferentes formas, tecnologias avançadas, variações destas criações com suas evoluções, profissões de todos os tipos, especialistas de tudo e mais um pouco e que para nós seres humanos não tem nenhuma importância, não nos leva a lugar nenhum, não nos ajuda em nada, não melhora a vida de todos, não acrescenta nada em nossos conhecimentos, já que por mais que o Universo seja imenso ou infinito nosso mundo se restringe a este planeta e mais nada, e de nós, só sabemos que estamos vivos, mas não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos.  



Escrito por gerê às 20h58
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A humanidade não vive mais sem o mal

 

Como pensar, diante do modelo atual do sistema, numa sociedade vivendo exclusivamente do bem. Seria o mesmo que pensar numa sociedade, sem uma grande parte de diversos segmentos dentro dela. Mas quais são esses segmentos que, para que “possamos” viver bem, é necessário que haja o mal. Observe, primeiramente, que os políticos criam suas estruturas de sustentação, das suas próprias sobrevivências, para “combater” o mal, que só existirá, se existir o mal.  Explicando melhor. Que interesse tem de combater o mal, um órgão criado para combatê-lo, já que, se isto ocorrer, não haverá razão da sua existência, ou pelo menos, uma grande parte da sua estrutura seria desnecessária. Vamos a alguns exemplos destes segmentos da sociedade que mesmo sendo importantes, poderiam ter estruturas bem menor, se as suas existências fossem apenas decorativas. Estes segmentos são todos aqueles que foram e são criados para combater o mal. Polícia, advogados, delegados, promotores, juizes, políticos, fiscais, médicos, para médicos, etc. Então quer dizer que estes profissionais não deveriam existir? É claro que seria pedir demais para a vida. Seria uma dádiva de Deus se eles realmente não fossem necessários. Existir, porém, o mínimo possível, já que o ser humano não é um animal confiável, afinal de contas, ele tem cinco necessidades básicas para a sua sobrevivência, respirar, dormir, beber, comer, e fazer sexo, das quais, duas são extremamente perigosas, porquanto serem, uma comercializada, o comer, e outra proibida, fazer sexo.

Mas, voltando ao assunto, estamos falando do mal provocado pelo próprio ser humano. Marginalidade e desrespeito as leis. 1 - A quem interessa a fabricação de armas:- Ao dono da fábrica; a quem vende a matéria prima à fábrica; a quem vende os complementos da arma; a quem precisa dela para sua segurança ou utiliza-la para tirar alguma vantagem; a quem de alguma forma se aproveita da sua proibição para comercializá-la no mercado negro; a quem fizer uso e finalmente aqueles que irão se envolver num fato trágico. Polícia, especialistas, mídia, órgãos públicos da área, hospitais, profissionais de saúde, justiça de um modo geral, empresas funerárias, etc. 2 - A quem interessa a distribuição de drogas:- Ao plantador; ao traficante; aos distribuidores de drogas; aos maus profissionais que se vendem para fingir que não estão vendo; as clínicas e aos profissionais de saúde que finge curar os possíveis doentes; aos órgãos públicos criados para resolver um problema impossível; a justiça que aumenta sua estrutura para atender os desvios sociais das vítimas e seus parentes, etc. 3 - A quem interessa os acidentes de trânsito e os roubos de veículos; aos fabricantes de veículos que vendem mais veículos; as seguradoras; aos bancos que emprestam dinheiro para ganhar mais dinheiro com os juros; as oficinas que tem mais serviço; aos órgãos públicos que tem mais movimentação com trâmites de papéis e arrecadação de dinheiro; aos hospitais e profissionais de saúde que atendem mais e ganham mais; as empresas funerárias que também tem mais movimento; as companhias seguradoras que faturam mais. A quem interessa o contrabando:- ao fabricante dos produtos; aos fornecedores da matéria prima; aos contrabandistas; aos distribuidores; aos profissionais com a missão de coibir; aos consumidores que querem tirar vantagens.

 Não é preciso me alongar nestes exemplos, entretanto, fiz questão de mostrar alguns ângulos do modelo do nosso sistema, para entender como ele é furado e manipulado por uma minoria de pessoas inescrupulosas, que se apoderaram do poder e nem pensam em mudar nada, e mudar para que, já que são felizes e o desenvolvimento que eles tanto falam e a felicidade que eles tanto pregam, já conseguiram, mas a maioria da população vive apenas na esperança de um dia conseguir, seja se transformando num deles, ou pelo caminho mais difícil a  mudança deste modelo de sistema que nunca funcionou e é por isso que eu afirmo, “a humanidade não vive mais sem o mal”.



Escrito por gerê às 11h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Trabalhadores e Negociantes ou

Mentiras do sistema

 

Quando o Brasil encerrou o período da ditadura (que foi apenas um aperfeiçoamento do que já se convencionava, após a segunda guerra mundial, ou uma prévia da nova organização, que se exigia), a maioria da população, “desarmada”, não teve como se defender do poder de convencimento, que uma minoria inteligente criou, a não ser, cair aos pés do sistema capitalista e da globalização, vindo da Europa e dos Estados Unidos, e a partir daí entramos definitivamente no grupo dos paises denominados emergentes, excluídos do G8, porém, obedientes ao mesmo. Daí pra frente, todos os países do terceiro mundo que não tinham força, ou poderio científico de guerra, para participar do poder ou enfrenta-lo em pé de igualdade, tiveram que abrir suas portas para o capital estrangeiro, como se donos eles fossem, com todo direito de explorar as “nossas” riquezas naturais utilizando, inclusive, nosso povo na mão de obra. Mais ou menos assim, o ladrão entra na minha casa, fica sentado e eu carrego todos os meus bens, para que ele não faça nenhum esforço. Quando nosso governo anuncia que vai fazer uma hidroelétrica no Brasil, pode ver que se trata de uma exigência lá de fora, para atender uma grande empresa estrangeira que se instala aqui, para explorar nossas terras. Entretanto, o governo com a ajuda da mídia, coloca que aquilo vai atender nossa gente e cria uma série de situações convencedoras. As montadoras que se instalaram aqui, assim fizeram, porque nos seus países, as pessoas lá, e o governo ainda mais, sabem do mal que esta atividade provoca no ser humano. Doenças irreversíveis que além de destruir a pessoa, o tratamento e o custo do trabalhador na previdência social sai muito alto para o governo. Qualquer medida que o nosso governo anuncia, pode prestar atenção, vem embutida de um caráter social que atrai a maioria dos brasileiros, que até comemoram, mas ao observar criteriosamente por trás, vamos descobrir, que mais uma vez, a coisa é para atender os de lá e não os de cá. Quer a prova? Dê uma olhada no mapa das empresas que mais lucram no Brasil. Observe para onde vai este lucro. Há um banco no Brasil denominado BNDES. Este banco se alimenta do trabalhador brasileiro, ou do FAT. Porém, ajuda as empresas estrangeiras a adquirir as nossas empresas, no processo de privatização, ou seja, empresta dinheiro do banco, compra uma empresa estatal brasileira lucrativa, paga como quer o banco e manda o lucro para o seu país. Então, tudo que acontece no Brasil, que fala de patriotismo, bandeira, hino nacional, amor a pátria é engodo. O Brasil está loteado e há muito tempo, exemplo disso é o êxodo rural que vem acontecendo, já em fase derradeira, onde milhares de famílias brasileiras abandonaram suas raízes de origem para se estabelecer nas encostas dos morros e nas bacias hidrográficas, pelas imediações, ou nas periferias das pequenas, médias e grandes cidades, criando também, milhares de favelas. Muitas dessas famílias foram expurgadas de suas propriedades com a construção de represas, que nem o uso da força policial foi necessária, as vezes, com indenizações insignificantes, demoradas, sem reparar os danos causados e nem mesmo o reconhecimento por parte dos defensores do meio ambiente, fazendo vistas grossas. Tudo isto sem contar o prejuízo sentimental, causando muitas mortes. Tudo, mas tudo mesmo, com mil promessas de melhorar a vida de todo mundo, principalmente, nos momentos de eleições para escolha dos nossos políticos. Quando se fala das nossas riquezas minerais saindo pelo ladrão, como numa represa, esquecemos de reparar que não só os produtos minerais estão indo embora, a preço de bananas, mas o lucro que as multinacionais tem todo mês e que vai alimentar os países lá de fora. E aqui vai um registro, “estas empresas não respeitam nossas leis, para elas o código do consumidor não tem nenhum valor”, Elas fazem as leis e o povo que obedeça. Quando alguém for discutir economia e levantar nossos dados aqui, vamos também perguntar, quais são as empresas brasileiras, lá fora, que estão trazendo dinheiro para o nosso país. Nenhuma. É impressionante como ainda tem gente neste país que acredita nos seus governantes. Ficam felizes com as vacinas, porém, não sabem que o governo brasileiro, ou o trabalhador brasileiro, paga caro por elas, aos laboratórios estrangeiros, para vacinar os pobres para não transmitir doenças nos ricos. Se o governo estivesse preocupado com as doenças dos pobres, não iria permitir moradias ao lado de esgoto a céu aberto. Vamos acordar gente. Ou, vamos enxergar gente. Não precisa ser alfabetizado para entender esta armadilha que vem sendo controlada com o apoio da mídia brasileira. Finalizando, o trabalhador quando vai ao banco fazer um empréstimo, é porque precisa de verdade e  pode ter seus bens confiscados caso não pague. Os ricos vão aos bancos todos os anos mesmo sem precisar, fazem o empréstimo e pagam com parte do lucro auferido. Caso isto não aconteça, pela falta de um seguro e que ocorra um calote haverá um processo que vai se arrastar por muitos anos até que a dívida caduque, porém, o banco transfere a divida para o Banco Central, sustentado pelo dinheiro dos pobres. Sabia disso? Na ciranda da farra com o dinheiro, só o povo não participa. Porém, empresários, políticos, magistrados, ongs, etc. um cartel de pessoas astutas, que vivem negociando, verdadeiros negociadores.



Escrito por gerê às 12h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Pobreza Natural e Pobreza Imposta

 

Houve um tempo aqui no Brasil em que a maioria das pessoas vivia em pobreza extrema. Mesmo sem nenhum acesso aos bens materiais que hoje fazem parte da vida da grande maioria dos brasileiros, diríamos que se tratava de um povo feliz. Pobre, mas, feliz. Por isso que há uma confusão, hoje, quando se fala em pobreza. Aquela era uma pobreza natural. Tudo que as pessoas não tinham, é porque ainda não existia, pelo menos para elas, que nem conhecimento tinham da existência das boas invenções do conforto e é por esse motivo que a denominamos de pobreza natural.

Hoje, estamos lidando com a pobreza imposta. Esta é, deveras torturante, pois os pobres de hoje, estatisticamente catalogados pelo IBGE, tem televisão, portanto, sabem e conhecem de tudo, porém, vivem sem conforto. A pobreza natural é o ser humano sem o conforto do desenvolvimento. A pobreza imposta é o ser humano sem o conforto, porém dentro do desenvolvimento. Esta particularidade merece ser reforçada. Na pobreza natural não há o desejo, já que não existe o que desejar, bem diferente da pobreza imposta onde o desejo é uma constante. Todo mundo desejando a todo momento. Desde o mais simples celular até o mais valioso carro já fabricado.

E como atender ao seu desejo? Para muitos, seguindo por um caminho traçado pelo Sistema, bastante penoso, de grandes dificuldades, na maioria sem sucesso. Para poucos, com sucesso, porém de enormes dificuldades, seja por honestidade, ou mesmo por desonestidade. Nesta segunda escolha a conseqüência é sempre cruel e as vezes, fatal. É uma disputa sem precedente. Esta pobreza imposta tem levado os seres humanos aos mais terríveis desentendimentos, pois ao lado do Sistema Modelo Capitalista, caminha a luta pela sobrevivência de qualquer forma, que são as atividades ilegais e que não são poucas e que por conveniência das autoridades estão aí cobrindo o que a sociedade não é capaz de dar. Jogo do Bicho, Tráfico de Drogas, Roubo de Veículos, Contrabando, Comércio de Armas, Prostituição, Roubo de Crianças, que se fossem extinguidos, da noite para o dia, com certeza aconteceria uma grande revolução, já que muita gente hoje vive em função destas atividades. E não é só pobre que se aproveita desta deficiência, muitos ricos conseguem de formas diferentes viver na ilegalidade. E os filmes que assistíamos na televisão e no cinema que não passavam de ficção, hoje é realidade pura.

Alem das atividades ilegais, convivemos, também e muito mal, com as atividades que são legais, mas que não tem utilidades nenhuma, que se não fossem pelos empregos que oferecem, nem  haveriam razão de existir, tendo como principal, os jogos de azar (loterias), e aí vem, o mercado de atletas (jogadores de futebol), campanhas políticas, e tudo aquilo que precisa da mídia mentirosa para nos convencer que necessitamos e tem também algumas atividades inventadas para esconder e esquecer nossa incompetência de sociedade humana, solidária e igualitária como o bolsa família (esmola) e a colheita de lixo nas grandes cidades, denominada reciclagem, uma forma mais simpática para substituir lixeiros, pelos marginalizados ou menos favorecidos pelas manobras do Sistema.

Diante de tudo isto, entendo que desenvolvimento é quando todos se tornam desenvolvidos e quando só uma parte da Sociedade se desenvolve trata-se de uma disputa de humildes trabalhadores contra os parasitas espertalhões.

Dentre todos os males aqui citados o pior de todos e o mais nocivo é a usura. Num próximo artigo vou falar sobre este bicho que vive e se prolifera somente das desgraças dos seres humanos, uma comparação mais ou menos assim, quanto mais doentes melhor para os médicos e quanto mais mortos, melhor para as funerárias.  

 

Em entrevista à Revista VEJA, em 1986, Simonsen profetizava o caos urbano que se vê hoje no Rio de Janeiro:

"No dia em que eles descerem os morros do Rio, famintos e desnorteados, como soldados abandonados por seus generais, eles tomarão conta da cidade, da zona norte, sul e as classes médias e ricas serão prisioneiras de suas próprias avarezas e descuidos com os mais pobres. Será como um exército de centuriões romanos, de olhos arregalados, famélicos, entorpecidos e desesperados, tentando a última conquista antes da morte."



Escrito por gerê às 22h16
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O G8 já sabe


A humanidade vive sob a égide das invenções do ser humano. Todas as nossas atividades, todos os nossos usos e costumes são relacionados às nossas invenções, principalmente, a duas grandes invenções que nos direcionaram para onde nos encontramos hoje, a fala e a escrita.

Interessante, é que a fala e a escrita, mesmo sendo diferentes nos países ou regiões, elas são iguais no direcionamento a nossa cultura. Provavelmente não seriam, se uma civilização não se comunicasse com outra. Poderia ser completamente diferente. Observa-se que ao criar um determinado tipo de produto ele passará a ser conhecido em todos os países. Terá nomes diferentes na escrita e na fala, mas, terá o mesmo fim ou objetivo. Trata-se de cultura, ou a nossa cultura, ou a cultura que criamos para nós.

Esta igualdade existente na humanidade, mesmo com hábitos diferentes, tem nos levado para um caminho de forma igualitária entre os países, e não sabemos se é o correto, ou se haveria uma forma melhor de vida ou de convivência da humanidade. Ou, uma forma completamente diferente desta e de todas, como já houve em tempos remotos.

Repito, esta igualdade cultural estabelecida no planeta nos dá uma certa tranquilidade, numa aparente paz, que não nos motiva a sair por aí pregando paz, mesmo tendo conhecimento de que igualdade de cultura não quer dizer igualdade entre as pessoas já que estas são niveladas de acordo com suas posses financeiras e a miséria é um fato visível e a tendência é não acabar neste sistema, já que o número de pessoas que vive em função dela, é maior que ela.

E se hoje nós estamos vivendo neste Sistema montado pelo homem ao longo dos anos, é de se perguntar: Será que não haveria um outro Sistema que fosse melhor para nós, humanos? Um sistema onde a igualdade de conforto fosse um mandamento indispensável e obrigatório para toda a humanidade. Poderia até ser um Sistema como o atual porém com esta marca, a obrigatoriedade do conforto para todos.

O que significa conforto? Conforto é o atendimento, sem luxo, às necessidades básicas para a sobrevivência do ser humano, o ar, o dormir, a água, o alimento, a higiene e o principal, a preservação da espécie de forma justa, saudável e controlada.

Será que a humanidade poderia seguir outro caminho? Como foi que ela enveredou por este. Naturalmente? Propositadamente? Ocasionalmente? Convenientemente? Oportunamente?

Não sabemos, mas a verdade é uma só, vem mudando seu comportamento dia após dia chamando isto de progresso e desenvolvimento, como se buscasse a perfeição, mas não é isso que estamos vendo, já que quanto mais tecnologia se cria, mais degradação do meio ambiente a gente vê.

O que o homem tem que entender é que suas invenções, na verdade, são apenas transformações, pois ele não vive e nem realiza suas atividades sem ter que recorrer aos produtos da natureza, fauna, flora e minérios.

Como o homem iria viver de hoje em diante se abrisse mão desses três itens. Não poderia criar nem matar nenhum animal ou ser vivo, não cortar nenhuma árvore e nem extrair nenhum tipo de minério, inclusive o petróleo, e se o planeta tem cinco bilhões de anos e bastaram cinquenta anos para o homem destruir a metade e isto parece irrecuperável mesmo com estas medidas, com mais cinquenta anos acabamos com a outra metade e certamente o G8 sabe disso.


 



Escrito por gerê às 16h47
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ILUMINAÇÃO II

 Quando comecei a publicar artigos neste blog, minha intenção seria fazer aqui um palco de denúncias sobre o Sistema em que vivemos, sistema este, que teria que ser, rigorosamente de confraternidade entre todos os seres, mas parece que, primeiro, as pessoas não enxergam que estamos vivendo num Sistema precisista e desumano e segundo, as que enxergam, espertamente, administram com muito critério para ser assim. Vamos explicar: quando escrevi o livro Iluminação que foi publicado em 2007, mas que teve seu início em 1992 eu já afirmava que trabalhar é uma coisa, exercer atividades é outra coisa. As atividades do dia a dia que presenciamos hoje e que regularmente, com a maior naturalidade dizem ser trabalho, muitas delas, estão bem longe disso. Como disse no livro, a palavra trabalho vem do latim tripaliari que é o mesmo que torturare (torturar), já que trabalho nasceu de, sacrifício que o ser humano pecador teria que executar como castigo de Deus e a tortura como castigo dos homens, aos infratores, ou criminosos, através de um instrumento com três paus que provavelmente, fazia um alongamento, além do suportável no torturado que provocava imensa dor e que era denominado tripalium, isto na Antiguidade, porém ainda hoje a maioria paga pecados com seus sacrifícios de trabalho, aceitando numa boa como se Deus tivesse ordenado, enquanto que uma minoria dominadora, através das palavras bonitas e dos ensinamentos religiosos, filosóficos e até sociológicos, mantém a humanidade aceitando o Sistema como ideal, tudo muito bem controlado com muitas manobras maquiavélicas e bem engendradas que contam com a colaboração de todos os segmentos da sociedade e sem nenhuma necessidade de ser assim, se todos entendessem estes mecanismos do sistema. A pergunta é, seria possível mudar? A resposta é, não tem que mudar nada, já que normalmente o mudar requer tomar providências que nunca dão certo. O que é necessário fazer é educar as crianças, ou os adultos de amanhã para a verdade deste sistema mentiroso, falso, enganador, que escraviza pessoas sem perceber, que idolatra pessoas sem merecer. Porque não fazer esta grande maioria enganada, passar a enxergar o sistema como ele é, sem a preocupação de pintá-lo, ou mascará-lo, ou falseá-lo. Daqui para frente, tudo na sinceridade. O professor será sincero, o padre será sincero, o pastor será sincero, o juiz será sincero, o político será sincero, os pais serão sinceros e a mídia, principalmente, será sincera. Se o sistema continuar do mesmo jeito, não tem nenhum problema, o importante, é que todos estão concientes que há pessoas vivendo no conforto e no luxo e outras, na pobreza e na miséria.



Escrito por gerê às 20h53
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Sistema Padrão

 

Uma coisa que sempre me intrigou e que não posso me conformar é com as diferenças existentes no sistema em que vivemos e parece, para todos nós, que não está acontecendo nada, ou por outra, parece que está tudo normal. Quando eu falo de diferenças, estou falando de as di-fe-ren-ças e não diferença entre pessoas. Explicando melhor: Diferenças que eu quero dizer são as diferenças de direitos e obrigações. Aí vem a pergunta: Porque determinadas pessoas tem obrigações de trabalho e uma grande parte não trabalha e muitas atividades são inventadas, como se trabalho fosse. Primeiramente, temos que entender o que significa trabalhar. Já falei em outras oportunidades e inclusive no meu livro Iluminação que trabalhar vem do latim tripaliari, que significa torturare. Então, só realmente trabalha quem tortura seu corpo. Ao me aprofundar nesta análise sociológica do Sistema Padrão em que vivemos, podemos entender que não há solução para a humanidade, que caminha celeremente para sua autodestruição e exatamente por isto é o entendimento de trabalho e atividades. Sistema Padrão porque tudo que dá errado é planejado para tal. Ele é Padrão, ou seja, não pode ser diferente. As injustiças, a miséria, a pobreza e a corrupção estão previstos no Sistema Padrão. Veja bem. Não há um projeto ou um plano claro e visível de que estamos caminhando para uma melhoria de vida para todos, pelo contrário, sempre existiu uma vida salutar e de luxo para uma parte da população e a maioria tende a conviver com o sofrimento, seja pela fome, pelo frio, pelas doenças, pela pobreza, pela miséria, além das obrigações sacrificantes, pesadas, penosas, mutilosas e até fatais. Temos que entender como funciona o Sistema para aceita-lo, ou não aceita-lo. Pelo que vejo, dificilmente mudaremos este quadro, desgraçadamente manipulado por aqueles que vivem bem, no conforto e até no luxo e que jamais iriam querer igualdade, como disse anteriormente ao me referir sobre as diferenças. Todas as atitudes, de todas as organizações, políticas , religiosas, sociais, etc., de cunho de justiça são mentirosas e falsas e sem nenhuma intenção de mudar e muitos, até cientes de que isto jamais acontecerá, mesmo porque é impossível, haja visto que quem terá que mudar é exatamente quem não tem interesse, pois é simplesmente quem manda, quem dá as ordens, quem faz as leis, quem as executa, quem as muda quando bem lhes convier, Por isso precisamos continuar denunciando este Sistema que nem precisaria dar uma guinada de trezentos e sessenta graus, apenas cento e oitenta já seria suficiente desde que todos tivessem acesso aos conhecimentos e que a sinceridade fosse a tônica dele. Pensem bem, qual a segurança que tem estas centenas de milhares de crianças que vem ao mundo todos os dias? Porque teríamos que nos preocupar com isto? Porque permitir que haja tanta miséria num país tão rico de terras para plantar, colher e comer? Então, o que está errado? São as pessoas ou o Sistema? Vamos lá gente, vamos discutir isto e chamar a atenção do mundo. A seguir vamos explicar em que estamos embasados para tal denúncia do Sistema. Tudo aconteceu com guerras e depois revolução. Guerras entre povos, depois, revolução numa nação, depois guerras entre nações e não precisamos voltar ao passado, mas pelo menos explicar que tudo isto sempre teve um grupo escondido por trás. O povo mesmo, nunca na história do mundo e inclusive hoje, fez revolução ou provocou uma guerra, porém participa como se tivesse um enorme interesse, quando na verdade o interesse está por trás, repito, que provoca e manipula os resultados e surge sempre como Salvador da Pátria, e o povo acredita, mas nada muda, os escravos continuam trabalhando e a minoria inventando, inventando empregos que não produzem, inventando produtos que não necessitamos e se garantindo por trás de uma grande mídia mentirosa, enganadora, falsa, que me oferece porcarias de todos os tipos e modelos quando eu só quero um pão que nem precisarei repartir porque todo mundo tem, o que é o seu direito.



Escrito por gerê às 11h02
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Denunciando o Sistema

 

 

É muito importante para os seres humanos de qualquer nacionalidade e religião, inclusive os ateus*, ter conhecimento dos mecanismos do Sistema em que vivem, já que, por um lado vem concordando com o seu modelo e por outro, sempre atribui os erros e os problemas a pessoas determinadas e não ao Sistema. Concordar não é bem o termo e sim, não imaginar que poderia ser diferente. Para entender o que queremos explicar, vamos começar com um exemplo bem prático. Quando há muito tempo o Sistema ainda não praticava o Capitalismo, como hoje, as pessoas tinham suas casas para morar e um pedacinho de terra para plantar. Pobres, sem conforto, mas cada um tinha seu abrigo e o que comer. Hoje, após o “progresso” da humanidade, uma grande parte da população não tem conforto, não tem abrigo e nem alimentos. Como disse anteriormente, podemos até culpar os seres humanos, porém não seria correto individualizá-los. Não são as pessoas investidas de cargos públicos que irão resolver os problemas e nem os abastados, ou pessoas ricas e afortunadas que farão isto, mesmo porque, gostam do modelo. Com as mordomias oferecidas pelo Sistema para exercer cargos importantes, não há como mudar as regras. Quem haveria de não gostar de viver no conforto e até no luxo e na fartura? Para mudar tudo isto e a humanidade se tornar uma civilização rica e feliz, há duas maneiras de resolver. Uma é, todas as pessoas conhecerem o Sistema profundamente, a tal ponto de que, cada pessoa não  tenha que esperar pelo estabelecimento da igualdade, simplesmente ser igual. O perigo é descambar para o campo da maldade, como é hoje o rico contra o pobre. A outra forma é criar um Sistema novo sem utilizar o lado da maldade, ou seja, o lado que fala de punição, o que é uma maldade. Não poderia haver palavras de punição e nem punição. Nenhum ser humano poderia ser punido. Não haveria violência para combater qualquer comportamento que houvesse, principalmente, na educação das crianças que ainda não conhecem o mundo em que vivem. Isto é pior que o sonho do Thomas More* no livro Utopia, ou diria melhor. Nossos vícios são prejudiciais ao Sistema, porque o modelo Capitalista nos obrigam a criar nossos filhos como filhotes do capitalismo. Quem mais se preocupa com isto são os abastados que constroem seus filhos como verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro e não, gente com espírito de solidariedade, filhos que nem a igreja vão, para não aprenderem a lição do amor ao próximo e se vão a igreja é apenas com a intenção de fazer dela um meio de tomar dinheiro de pobres inocentes. Resumindo: precisam de muita gente, mas só a sua família tem valor; estranhos, amigos e parentes, só como meio de facilitar o ganho. Vivem de máscaras e fingimentos e nunca perdem a chance de passar os outros para trás. A lei de Gerson é obedecida ao pé da letra. E a cartilha deles, de todos eles, é o livro do Nicolau Maquiavel, “O Príncipe”. Tudo isto é apenas um preâmbulo da engrenagem que movimenta este Sistema e que no dia a dia se percebe como há uma manobra por trás das regras existentes para serem obedecidas e como ao mesmo tempo, há outras que favorecem os ricos infratores dessas regras, regras, que estão fora do alcance dos pobres. Em resumo: “as leis são feitas para proteger os ricos, do perigo que os pobres representam”. E ainda dizem que as leis são feitas para todos, ledo engano.  Veja o caso da mídia: A notícia é apenas um atrativo para chamar a atenção de quem ouve, lê ou vê, para captar audiência, quanto mais interessante for a notícia, mais gente vai ficar ligada e consequentemente, as empresas estarão propagando seus produtos, aproveitando-se do grande número de pessoas envolvidas. O futebol é um grande exemplo. Observe que toda pessoa e empresa envolvidas com o futebol ganham dinheiro, somente o torcedor que se mata pelo seu time, não ganha nada e ainda paga por isso. E é assim. Para entender o Sistema e suas engrenagens é necessário começar a pensar sobre tudo isto. A mídia é a maior colaboradora do Poder, para manter o povo, seu dominado. E agora, o maior exemplo de enganação do Poder sobre a população, a disseminação das drogas. O povo gasta muito dinheiro com imposto e uma grande parte deste dinheiro vai para os programas de combate as drogas, porém, ninguém vê resultado. Imagine quantas pessoas ganham dinheiro em detrimento as drogas. Traficantes, policiais, advogados, delegados, promotores, juizes, políticos, servidores públicos, clínicas, hospitais, médicos, psicólogos e por aí afora. Até hoje a imprensa ainda não se colocou em defesa da população, afirmando categoricamente que as drogas é um problema da Policia Federal e de Saúde Pública, entretanto, fica no dia a dia fazendo notícias de mortes e apreensões com as polícias civil e militar, como se elas tivessem que resolver este problema. Porque a Policia Federal e a Saúde Pública? Porque na verdade trata-se de um problema de sonegação de impostos com um produto sendo comercializado no câmbio negro, sem nenhuma contribuição com os sistemas de arrecadação, à primeira vista, porém se observarmos melhor, vamos descobrir que quem mais paga impostos são os contraventores, pois, a Policia Federal só vai chegar até o grande traficante, quando ele tiver destruido muitos jovens e possuir um grande patrimônio que será totalmente confiscado. E a Vigilância Sanitária faz vistas grossas aos vendedores de drogas, mesmo se tratando de um produto nocivo a saúde e pior, ninguém é fiscalizado pelas vendas, como são os comerciantes legalizados. E porque as drogas ser tão interessante para o Poder? Aí que está a chave e o porque da não interferência da Polícia Federal. Para o Poder, a droga é a eliminação daqueles jovens que poderiam atrapalhar seu desenvolvimento e tirar sua máscara. Veja que a droga tira do ser humano a vontade de lutar, de ser responsável, de se infiltrar pelos caminhos, entre aspas “ditos legais”, para mudar o Sistema. A partir do momento que se trata de um usuário de drogas já se estabelece a discriminação pela Sociedade, como são discriminados também os diferentes, só não sendo marginalizado pela família ou pelos pais. Não há espaço para os usuários de drogas na Sociedade, porém muita gente vive muito bem, muito bem mesmo, graças a existência deles, se é que pode se chamar de graças.                                                                                               

 

*mesmo o tolo, que em seu coração afirma não existir Deus, tem na mente uma idéia de Deus, pois em caso contrário não poderia negar essa idéia.

*Thomas More escreveu o livro Utopia, falando de um mundo imaginário e ideal.

*Nicolau Maquiavel escreveu o livro Príncipe dando os ensinamentos para alguém que quer se manter no Poder, ou seja, quem quer ser dominador.



Escrito por gerê às 21h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Deusa Suprema

 

Há muito tempo venho alimentando o desejo de abordar um tema que acho extremamente importante, inclusive no livro de minha autoria, Iluminação, cheguei a comentar o assunto em rápidas pinceladas, mas deixei bem claro a minha posição sobre a importância da mulher, no contexto dos seres humanos e porque esta preocupação com o esclarecimento da diferença com o seu consorte, o homem.

Neste sistema, montado pelo homem, a mulher é de tal forma discriminada, que chega ao absurdo de não ter nenhuma possibilidade de ser diferente. E quando o assunto é, mulher pobre, aí a coisa fica muito mais reprovável, para não dizer criminosa, numa desigualdade sem precedentes, chegando ao cúmulo de ser desumano. Não há uma pesquisa que aponta o tanto de mulheres que vivem em verdadeiros cativeiros, numa convivência aparentemente social, mas submetidas a um cárcere, presas, ameaçadas pelas dificuldades que o sistema impõe de ser independente e muitas das delas, ameaçadas até de morte e esta submissão nem sempre está buscando o seu conforto e sim para amparar suas proles e ao olharmos as prisões abarrotadas de mulheres, dá para perceber, muitas delas envolvidas com homens do mundo da marginalidade, estão lá, esperando uma sentença por uma crime, talvez tráfico de drogas, ou por que não dizer, luta pela sobrevivência.

Ser empregada doméstica, ou zeladora, é ter que sempre obedecer a ordens, subordinar-se a outras pessoas, não ter nenhuma autonomia. Isto é uma forma de discriminação, mas a pior de todas, é considerar a maioria dos assuntos, no masculino, como se o feminino não tivesse nenhuma importância. Lembrando, a terceira pessoa do verbo foi elaborada com o masculino, ele, sem o feminino, ela. Quase toda a nossa conversação na comunicação entre as pessoas, não existe o feminino, salvo quando há a certeza de que uma pessoa do sexo feminino está no contexto. Quando entramos numa empresa perguntamos: o gerente está? E não a gerente. E toda a nossa lingüística foi elaborada no masculino e não me engane, foi propositadamente, uma forma de mostrar superioridade, mesmo porque quem organizou a gramática, na maioria, era do sexo masculino.

No campo das atividades, na cultura da nossa civilização, a mulher nasce marcada para realizar os piores trabalhos e que deveria ser obrigação de qualquer um, homem ou mulher. A carga doméstica é da mulher. Observe nas novelas como a história navega tranquilamente para o campo da discriminação, de uma forma até imperceptível para quem assiste, já que está tão acostumado com esta condição da mulher em segundo plano, que nem se dá conta de um quadro típico de supremacia. Dificilmente, nas cenas de violência se vê uma mulher bater numa criança, o que seria normal, se fossemos educados para isto, já que fomos educados para ver o homem bater na mulher, mesmo sendo uma atitude covarde, pois ela é inferior fisicamente e mesmo sendo superior fisicamente a uma criança, nem por isso descarrega sua ira sobre ela, como faz o homem.

Observar os seres humanos no seu dia a dia, é uma prática que venho adotando a muito tempo. Desde que iniciei a escrita do meu livro isto foi necessário, porque o assunto era, a origem e o comportamento dos seres humanos dentro de um sistema montado por eles para viver em confraternidade. Isto é ontologia, estudo do ser enquanto ser. As vezes me divirto observando um ser humano qualquer e brinco cá comigo mesmo, “se nunca tivesse visto um ser igual iria me assustar, é o único que guarda peculiaridades esquisitas, como andar sobre os dois pés, falar, sorrir, chorar, usar roupas e calçados, usar os membros que foram desenvolvidos pela natureza para subir em árvores, para outros fins que ela não programou como, escrever, segurar objetos e ferramentas e tantas outras atividades que não tem nada a ver com o objetivo traçado pela mãe natureza, ao longo de milhões de anos”.

Sendo um observador nato deste ser que não mede esforços para ser superior frente ao seu semelhante e geneticamente bipolar, ou seja bom e ruim ao mesmo tempo, conforme os estímulos que recebe, não poderia deixar de perceber que nesta espécie há uma particularidade que me chama a atenção, ou seja, é a única em que a fêmea é tratada como um ser inferior, já que isto não acontece no reino dos animais irracionais, como se não fôssemos. Além de não acontecer no reino animal irracional, não acontecia também numa civilização muito antiga deste ser, os primórdios dessa espécie, quando o culto era para uma Deusa, e não para um Deus. O sistema era matriarcal e não patriarcal e com o passar do tempo ocorreu uma virada e o sexo masculino passa a dominar o sistema, criando suas proteções e por conseqüência, discriminando o sexo feminino através das mais violentas formas discriminatórias, psicológicas e físicas.

Na minha visão, a mulher nem deveria ter esta designação já que na história a palavra matriarcal além de designar a autoridade máxima dentro de uma sociedade ou comunidade também dá origem a palavra mater, que tem um significado de ser supremo em todas as estruturas humanas a começar pela família, a mãe e por todos os segmentos que exigem identificar um ser superior, mater.

Esta preocupação com a figura mais importante da humanidade que é a mulher, ou mãe, não é nada atual, já que as religiões e seus seguidores, responsáveis por algumas mudanças na história do mundo, não foram capazes de convencer estudiosos do assunto que pesquisavam e pesquisam as escritas antigas e buscam informações através de escavações, analisando as descobertas antropológicas e descobrindo outros caminhos, como por exemplo, a conclusão da pesquisa Eva mitocondrial. Portanto, não seria o correto, mulher e sim mãe. Toda mulher é mãe, desde criança. Muito mais que o homem que não é nada, nem na fase adulta. Qual foi a responsabilidade que lhe deu a natureza? Nenhuma. Nada. O homem não tem utilidade para a natureza, ou seja, a natureza não precisa do homem. Quando muito, ele é apenas um braço da mulher. Parece devaneios de um louco, falando assim, mas o que quero deixar claro é que se não houvesse o homem, ou se houvesse só a mulher a natureza se perpetuaria do mesmo jeito. Já houve um tempo que foi assim.

A minha preocupação com este assunto e que me levou a escrever este artigo, é a visão que tenho hoje da humanidade, lutando por um sistema capitalista, precisista e individualista, onde há uma disputa desenfreada em busca do conforto e do luxo e nesta luta, os perdedores padecem e juntos as mulheres, estas passam por momentos muito mais difíceis que os homens, as vezes não tendo como alimentar seus rebentos e nem a sua própria saúde, permite amamentá-los. Lutam desesperadamente para conseguir sobreviver numa comunidade, onde os governos não dão a mínima atenção. E hoje, com uma visão diferente no comportamento dos seres humanos e que a instituição família está desaparecendo e que os estudiosos dizem ser desenvolvimento, onde estão valorizando mais o casamento de homem com homem do que mulher com homem, é muito comum ver mães vivendo só com os filhos, sem os pais, onde a mãe tem que fazer triplo trabalho para seguir o curso da história, porém de uma forma bem diferente e sem ajuda do poder público, que administrado por homens, cria leis para sua proteção, mas jamais para as mulheres que os tiraram de suas barrigas, coisa que nunca vi um homem fazer, parir.

Se pensarmos direitinho, com bastante cuidado, vamos entender que a mulher merece uma atenção especial por parte da comunidade que a envolve, afinal de contas, ela já nasce mãe, esta é uma certeza incontestável e ser mãe não é tão simples, como também nós, homens, não imaginamos. Por ser interesse de todos, homens e mulheres, já que viemos da mesma fonte, de uma barriga de mulher e não de homem, já dá para perceber uma grande diferença entre os dois sexos, motivo que possibilita alguns direitos a mulher, o que causaria uma sensação de tranqüilidade para todas as gerações futuras, se considerarmos que ninguém escolhe lugar para nascer e que pelo menos este momento seja digno para todos, com certeza todas as mães do mundo ficariam bem agradecidas. Pelo menos isto, diante de tantas injustiças que a mulher ou a mãe vem sofrendo neste planeta, o que não agrada nem um pouquinho a Deusa Suprema.



Escrito por gerê às 21h55
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O pensamento já está pensado

 

Dizer que o ser humano pensa, ou raciocina é imaginar que o homem é mais importante que Deus. Tem muita gente que diz não acreditar em Deus, acha que dizendo isto, mostra o quão inteligente é. Não acreditar em Deus é coisa de pessoas cultas, evoluídas, acima de todas as coisas, já que acima delas não tem mais ninguém. Mas é bem melhor acreditar em Deus, do que não acreditar, pois Ele é do bem e isto nos anima a participar de muitas atividades criadas pelo próprio homem, que acredita em Deus. Veja por exemplo, a família, os que a criou, acreditavam em Deus e hoje nós, crente ou não, usufruímos desta grande invenção, mãe, filha, filho, pai, avó, avô, tias, tios, esposa, esposo, enfim, a família. (observe o feminino sempre na frente do masculino, é meu próximo artigo, da importância do sexo feminino no mundo)

O título deste artigo “o pensamento já está pensado” é para mostrar que o homem não é capaz de pensar, porque pensar seria criar alguma coisa, inventar alguma coisa, mas, entretanto o Universo ou o mundo que conhecemos está muito longe do nosso pobre conhecimento. O homem lembra, mas não pensa.

Tudo que existe no mundo ou no Universo é o que há, não há nada mais do que isso tudo, não há nada além disso e não existe nada para ser criado,  inventado, e muito menos pensado. Tudo já foi criado, tudo já foi inventado e tudo está pensado. O que os homens fazem é apenas um jogo de idéias com pensamentos já pensados.

A nossa Via Láctea tem bilhões de estrelas maiores e menores que o nosso sol, considerando que o sol é também uma estrela e os cientistas, dizem que no Universo tem bilhões de galáxias menores e maiores que a nossa Via Láctea. É claro que os cientistas estão errados ao dizer números. Não existem números para o Universo. O Universo é infinito. Não tem tamanho, não tem quantidade, não tem distância e mais, não tem tempo. O tempo é mais uma forma que o homem encontrou para adaptar ao Sistema montado, onde ele pretendia viver em confraternidade. O tempo não existe para Deus e nem para o Universo, só para os homens.

Eu não gosto de dizer “quando Deus criou o mundo”, porque eu creio que Deus não criou o mundo, pois o mundo sempre existiu e Deus é o mundo em muitas formas que vemos e não imaginamos ser, como a água, o fogo, a gravidade, tudo que conhecemos e não temos explicação é Deus.

Portanto, o pensamento que seria a única coisa que o homem poderia imaginar ser um instrumento seu com liberdade para criar ou inventar algo, não é arbítrio seu, pois o que passa pela cabeça de um passa pela cabeça de todos e por isso, repito, “o pensamento já está pensado.  



Escrito por gerê às 15h44
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




O Sistema é precisista

 

Quando escrevi o livro Iluminação, a intenção seria denunciar o Sistema que nos conduz, no qual estamos inseridos e que denominei de Sistema Atual, cujas regras temos que obedecer, sejam elas de cultura, ou em formas de leis.

Para entender melhor este Sistema Atual é necessário conhecer a origem e a importância da nossa existência, já que tudo isto no meu modesto conhecimento aconteceu por simples acaso, diria até, um descuido da natureza, afinal de contas, viemos aqui como natureza, já que fazemos parte dela, ou somos natureza viva.

Muito bem, vamos dividir então a nossa civilização em dois Sistemas. O primeiro é o natural, como a convivência dos animais, ou seja, você não tem nada, mas ao mesmo tempo tudo é seu. Vive-se da natureza, ou na natureza onde nada é teu, podes usufruir de tudo. O segundo é o Sistema atual, um sistema montado, organizado, onde existe a “sociedade” que de sociedade só tem o nome, é pura individualidade e todos os segmentos dela, inclusive religião. Aqui se estabeleceu o direito a propriedade.

A partir do momento em que passamos a conhecer estes dois ambientes do ser humano, este passa a ser, de personagem importante no desempenho das necessidades da natureza com sentimentos naturais, para uma vítima de um sistema ambicionista, com sentimentos naturais, mas transformados em fantasias criadas e montadas, adequadas ao novo sistema, dito de confraternidade, mas com muitas leis e punições, visto que antes imperava a lei do mais forte e agora dos mais inteligentes ou espertos.

Ninguém pede para nascer, simplesmente nasce, desejado ou não, todos os dias, todas as horas, todos os minutos, todos os segundos nasce gente em todos os lugares, com pais, a maioria sem nenhum preparo para receber este mundo de crianças, que caem nas mãos de qualquer família, rica, pobre, branca, negra, de todos os níveis, com religião ou sem, em qualquer lugar em qualquer língua.

Como disse anteriormente, são dois sistemas, o natural, da natureza e o sistema organizado, o atual. Observe então o comportamento das pessoas, uma minoria tem consciência do sistema atual e se aproveita da grande maioria que vive da ilusão do passado, do sistema natural, como se pudesse usufruir dos seus benefícios e se bate, quebra a cabeça, sofre com as punições do sistema que criou cercas e leis para separar um do outro, estabelecendo uma grande desigualdade que antes não existia, criada propositadamente, porque é assim que tem que ser.

Não há formas de eliminar a desigualdade já que o sistema é propício para a sua existência, e administrado e controlado por pessoas vadias que abominam o trabalho sem o uso da força, apenas do dinheiro e consegue dominar a grande massa idiota, ignorante, subordinada, enganada, consequentemente, pobre e trabalhadora de verdade, que mesmo sem ter uma casa para morar faz casa para quem não sabe fazer e não ganha o suficiente para fazer a sua, já que é a parte dominada.

Hoje podemos dizer que os seres humanos vivem num sistema denominado capitalista, mas que eu denomino de ambicionista. A minoria sabe disso, a maioria não. Esta, sem cultura, vive do passado como se estivesse na natureza, mas sofre com as punições do atual sistema. Vale lembrar aqui aquele um pensamento, de minha autoria, que não canso de repetir:- as leis e as cercas são feitas para proteger os ricos, do perigo que os pobres representam para eles.

Após pensar sobre a existência deste enclave da prosperidade, ou seja, duas culturas diferentes vivendo num só território, descobrimos que até os nossos sentimentos são falsos, pois se fomos criados pela natureza tudo que fazemos com o nosso corpo, é em função dela e se não fazemos muita coisa que o nosso corpo pede, é em função das proibições do sistema atual. Então, todos os atos dos seres humanos proibidos e condenados pelo atual sistema, para o sistema natural é normal e muitos atos do atual sistema, não havia no sistema natural.

Se você pensar profundamente nisto vais perceber que estes atos conflitam com a natureza, por exemplo, caçar animais para matar e comer é o correto, porém criar animais para matar e comer é contra os princípios da natureza, já que ela estabeleceu regras para o seu equilíbrio e não determinou privilégios para uma parte dos humanos. Observe os sentimentos, porque gostamos de crianças e não gostamos de idosos. Para gostar de crianças não precisa lei, entretanto os velhinhos só são bem “tratados” porque as leis obrigam e não porque o coração quer. Raramente se vê demonstração de amor com os idosos. A explicação é que somos natureza e a natureza não quer coisas velhas, ela mesma se renova a cada instante e para ela não existe velho e nem morte, existe apenas a renovação. Nós inventamos a velhice e a morte.

Resumindo tudo isto. Nós criamos um sistema que não combina com a nossa origem, já que somos naturais, vivendo num mundo artificial.



Escrito por gerê às 10h31
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A imprensa que pouca gente conhece

O que a maioria da população ignora, é que a imprensa, como qualquer empresa ou mesmo instituição constituída no país, inclusive ongs, é apenas mais uma empresa no nosso sistema capitalista que não sobreviveria se abrisse mão do ganho do dinheiro. Cada empresa tem a sua maneira de ganhar dinheiro. Em alguns casos, já amplamente divulgados, a mídia faz da população um instrumento de auto-favorecimento. Na sua postura em sua defesa, com comentários esfuziantes, normalmente contra empresas que lesam consumidores e o poder público que não satisfaz os cidadãos, tem-se a impressão que ela assumiu a briga do prejudicado, no entanto, o que ocorre é um acerto de contas comercial onde o produto da imprensa passa a ser vendido com mais facilidade. A imprensa goza do privilégio de expor na mídia nomes de pessoas que pagariam tudo para que isto não ocorresse. Isto é apenas um esclarecimento as pessoas que nunca, nem sonharam que isto fosse uma verdade. Pode até questionar dizendo que somente os meios de comunicação pequenos adotam esta conduta, mas garanto que não, pelo contrário, quanto mais audiência mais força para tal, até mesmo na poderosa dá para citar muitos casos, sendo o mais marcante é o que se faz com o poder político constituído, com distribuição de mídia da maioria das empresas estatais que asseguram o bom discurso, os elogios, as estatísticas favoráveis furadas e o comentário que mais satisfaz, garantindo a permanência dos grupos politicamente constituídos no poder. Um exemplo marcante nesta área é sobre as pesquisas políticas e que pouca gente parou para pensar, qual o interesse de um veículo de comunicação que tem poder de fogo, tiro de longo alcance, como se diz na gíria, ou grande audiência, atender um Instituto de Pesquisa que ganhou muito dinheiro para tal e após concluída precisa divulgar, sem o que não há resultado, que é o interesse dos favorecidos na pesquisa, já que os prejudicados não tem nenhum interesse e até pagariam para não ser divulgada se a condição financeira for melhor e em divulgando, o povo precisa deglutir mais esta comida, sempre indigesta e que provoca tanta dor de barriga. Já deu para entender o papel da imprensa? Isto é apenas o começo de uma grande história já denunciada por escritores famosos como Mario Wolf no livro Teorias da Comunicação, Luiz Costa Lima no livro Teoria da Cultura de Massa, Pierre Bordieu no livro A Televisão e a Influência do Jornalismo e muitos outros. Mas você, profissional da imprensa, não fique desapontado pois não és o responsável, já que conhecemos muito bem o ditado que diz, manda quem pode, obedece quem tem juízo. Talvez sua vontade seria concordar, mas num sistema capitalista ou ambicionista como o nosso é impossível retirar esta máscara sempre presente. Olha só que paradoxo, meu caro profissional da imprensa: para mudar, o povo teria que não acreditar mais em vocês, seria até uma forma de ajudá-los. 



Escrito por gerê às 11h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 21 de dezembro de 2012.

 

O ser humano não foi inventado pela natureza para trabalhar. Foi criado pela natureza para fazer parte dela como mais um elemento que ela desejou para satisfazê-la de alguma forma. Os animais, criados pela natureza, todos, são dotados de aparelho digestivo, sem o que não haveria o interesse de criá-los e nem teriam sido criados. Uma grande parte dos animais tem por função comer plantas e plantá-las. Outra parte, os predadores, compete comer outras espécies de animais para estabelecer o equilíbrio natural. Conhecendo esta origem feia do homem, que se diz filho de Deus, criado pelo Senhor, com todos os requintes de proteção, vida eterna, um céu para morar quando morrer, aí sim, entendemos porque não conseguimos viver em paz, apesar dos “esforços”.  Mesmo aqueles que não são pobres, mas também não são ricos, não conseguem mudar o sistema, já que discursos, escritas, filosofias e conversas, não são suficientes para convencer os mandatários, donos do poder, detentores da máquina que domina o mundo a criar um modelo diferente, onde a igualdade seria o ponto de equilíbrio. No modelo que temos, a igualdade nunca será estabelecida e nem existe a possibilidade de diminuir as diferenças a partir da distribuição de rendas (hoje 1% da população mundial detém 80% da riqueza), porque não existe projeto sério para isto, o que existe são pessoas acreditando nos projetos e pessoas que sabem que os projetos são anestésicos para apenas tirar a dor e não curar a doença e se aproveitam para se embalar nesta rede que não sai do lugar. Por incrível que pareça, esta situação do homem, com tanta desigualdade, foi criada e está sendo alimentada pelo pobre. Quando todos os homens eram pobres, cada um fazia sua própria casa. Hoje, os pobres fazem as casas dos ricos, porém não tem onde morar. No início todos eram pobres, não satisfeitos, criaram um sistema para viver em confraternidade, porém de disputas individuais e não coletivas para melhoria de vida, ou seja, conforto e luxo. Toda vez que uma legião de pobres reclama de algo que “acha” que tem direito, os ricos criam uma grande estrutura, que possibilita ganhar mais dinheiro, com o dinheiro da exploração dos pobres, com a justificativa de resolver o problema e não resolvem. Eu tenho uma frase que define muito bem o nosso sistema. “As leis são feitas para proteger os ricos dos perigos que os pobres lhes proporcionam”. Esta frase só poderia ser desmentida se as ações na justiça fossem gratuitas, inclusive os honorários advocatícios, para que todos os presidiários, todos indistintamente, tivessem acesso ao Supremo Tribunal de Justiça, ou então só existisse a Primeira Instância. Observe as cadeias, só tem pobres. Então, só os ricos são honestos e comportados e só os pobres são ladrões e criminosos. E o pior de tudo, repito, são os pobres que mantém esta cadeia de proteção dos ricos contra os pobres. Basta entregar uma carteirinha, uma arma e uma farda ao pobre para que ele se sinta o rei de Roma e até parece que recebe uma ordem, pegue só o pobre, não se meta com o rico. Sabendo de tudo isso, porque temer o 21 de dezembro de 2012. O único problema é que será apenas uma dia como outro qualquer, uma pena.



Escrito por gerê às 11h34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Autofagia

 

O suicídio da sociedade é o consumo. O consumo é a mola propulsora da organização da sociedade. A organização da sociedade depende exclusivamente dos empregos. Uma pessoa só se esforça para cumprir as regras da sociedade se estiver empregada. Se não tem emprego, não tem onde morar, não tem roupas, não tem comida, não participa da sociedade, qual é a sua obrigação de obedecer as leis. Não têm direitos. Se torna uma intrusa em todos os ambientes, marginalizada, abandonada, desprezada, humilhada. E os empregos dependem do consumo. Quanto mais consumo, mais empregos. Menos consumo, menos empregos. Com o aumento populacional em escala geométrica o consumo também deveria aumentar na mesma escala. Entretanto, as criações de produtos de consumo, como por exemplo, o desenvolvimento da tecnologia que criou uma infinidade de produtos de consumo, não é suficiente para compensar este aumento populacional, então serviços, passam a ser a segunda opção de empregos, e é aí que está o maior problema, pois tem aumentado muito os serviços forjados pelo próprio sistema. Veja o caso da violência. Quantos profissionais vivem hoje em função da violência, praticamente, todo o judiciário e daí uma cadeia enorme de profissionais que se especializam em resolver os problemas da violência, mas se isto acontecesse eles ficariam desempregados. Veja um exemplo:- o salário de um servidor público encarregado de prevenir a violência gira em torno de cinco mil reais por mês, porém com a violência, chega a ganhar até trinta mil reais, então qual o seu interesse em acabar com a galinha dos ovos de ouro. O que vem acontecendo no mundo desde que o homem montou o sistema para viver em confraternidade, é que esta fórmula em que o emprego que é a ação mais importante do homem e sua realização, depende exclusivamente do consumo e por certo levará o homem a destruição do seu habitat natural (sugestão - filme “O dia em que a Terra parou”). O homem não realiza o equilíbrio sobre as suas retiradas do planeta e não adianta também cortar uma árvore e plantar outra. Esta ação só vai aumentar o tempo de vida do planeta, mas não vai impedir a sua destruição, porque a árvore não pode ser cortada e sim deve morrer na floresta, para que seus restos sirvam de alimento para a terra oferecer condições de gerar outra árvore, ou seja, temos que mudar nossos rumos, de forma radical, cortar o mal pela raiz, como por exemplo, a natureza é patrimônio da humanidade, ou a natureza é sagrada, ninguém pode mexer. A mudança tem que ser muito grande. A verdade é que a natureza não estava preparada para receber o ser humano, humano? A natureza se preparou para todos os animais, deu uma função a cada um, colocou um predador para cada um e estabeleceu o controle da natalidade e da quantidade em cada espécie. O homem, além de não ter o seu predador, vem acabando também com os predadores dos cães e dos gatos, aumentando suas espécies de forma desastrosa, isto sem falar nos bois, porcos e frangos onde ele incentiva a criação, com aumento extraordinário e mata da forma mais cruel e acha correta, uma conduta que fere totalmente as leis da natureza, mas que aumenta o consumo e conseqüentemente, os empregos. É possível mudar? Não. Não é possível mudar, porque aqueles que têm a força não querem e nem existem fórmulas para isto.

Um amigo me disse, certo dia, que o homem foi criado pela natureza para destruí-la. Uma espécie de autofagia. O homem é a própria natureza que se materializou, inteligenciou e se matou.



Escrito por gerê às 09h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Homem, Administrador, Jornalista e Sociólogo
Histórico
Outros sites
  UOL
  Jornais do Paraná
  Jornais e Revistas - Mundo
  google
  twitter
  gazeta do povo
  blog do bronca
  cristiano bassa
  folha
  radio mais
  hotmail
  caixa
  youtube
  anoticiageral
  simepar
Votação
  Dê uma nota para meu blog